Fertilização in vitro

Fertilização in vitro

Fertilização in vitro

Alguns casais engravidam com muita facilidade. Outros, não. Felizmente, há um bom tempo a ciência já sabe como resolver isso.

Os desafios para conceber um bebê naturalmente podem ser superados com a técnica da fertilização in vitro, também conhecida pela sigla FIV.

Os números crescentes revelam que cada vez mais mulheres se interessam pelo assunto e buscam o tratamento, na tentativa de realizar o sonho de engravidar.

Para se ter ideia, no ano de 2013 aconteceram 24 mil ciclos de FIV no Brasil.

Em 2015, esse número saltou para mais de 35 mil procedimentos realizados.

Os dados são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O que é a FIV ?
É um processo em que a fecundação (encontro do óvulo com o espermatozoide) ocorre fora do útero materno, em laboratório. Depois, o médico transfere o embrião para o útero da mulher.

Por que ela é necessária ?
Porque alguns casais apresentam problemas de fertilidade e não conseguem engravidar naturalmente. Estimativas apontam que, no geral, em 40% dos casos o problema é com o homem, em outros 40% é com a mulher e, em 20%, é com ambos.

Quais são as etapas da FIV ?
O primeiro passo é o tratamento com injeções de hormônio na barriga, para estimular a produção de vários óvulos ao mesmo tempo. Feito isso, eles são coletados por via vaginal, com a paciente sedada. O médico, com a ajuda de ultrassom e agulha, retira os óvulos e os envia para o laboratório. Lá, esses óvulos são fecundados com os espermatozoides (que podem ser doados ou do próprio companheiro da mulher). O geneticista acompanha a divisão celular diariamente para ver o crescimento do embrião. Depois, é só fazer a transferência para o útero materno. Isso costuma acontecer até o quinto dia após a fecundação. Enquanto tudo isso se passa no laboratório, a mulher toma mais injeções de hormônios para preparar o útero para a gravidez. Todo esse processo dura cerca de 20 dias se o embrião for transferido fresco (sem ser congelado). Outra opção é congelar os embriões para implantar no futuro (eles podem ficar congelados por quantos anos forem necessários).

Quantos embriões são transferidos para o útero materno ?
Em mulheres de até 35 anos, os médicos só podem transferir dois embriões de uma vez. Acima dos 35, como a taxa de sucesso diminui, pode haver transferência de três ao mesmo tempo.

Se uma FIV não deu certo, em quanto tempo é possível tentar novamente ?
Na teoria, no mês seguinte já é possível tentar de novo. Porém, o ideal é esperar de dois a três meses, para que o corpo possa se recuperar de toda a carga hormonal que recebeu.

Fonte : Crescer

Número de partos por cesarianas cai pela primeira vez no Brasil desde 2010

Número de partos por cesarianas cai pela primeira vez no Brasil desde 2010

Número de partos por cesarianas cai pela primeira vez no Brasil desde 2010

Pela primeira vez desde 2010, o número de cesarianas na rede pública e privada de saúde não cresceu no país.

Dados divulgados na última sexta-feira pelo Ministério da Saúde revelam que esse tipo de procedimento, que apresentava curva ascendente, caiu 1,5 ponto percentual.

Dos 3 milhões de partos feitos no Brasil no período, 55,5% foram cesáreas e 44,5%, partos normais.

Os números mostram ainda que, considerando apenas partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), o percentual de partos normais permanece maior – 59,8% contra 40,2% de cesarianas.

No ano passado, segundo a pasta, dados preliminares indicam tendência de estabilização do índice, que ficou em torno de 55,5%.

Esta semana, o governo anunciou novas diretrizes de assistência ao parto normal, que servirão de consulta para profissionais de saúde e gestantes. “A partir de agora, toda mulher terá direito de definir o seu plano de parto, que trará informações como o local onde será feito, as orientações e os benefícios do parto normal”, informou o ministério.

Segundo a pasta, as medidas visam ao respeito no acolhimento e mais informações para o empoderamento da mulher no processo de decisão ao qual tem direito. “Assim, o parto deixa de ser tratado como um conjunto de técnicas e representa momento fundamental entre mãe e filho”, acrescentou.

Para o ministério, a estabilização das cesarianas no país é consequência de medidas como a implementação da Rede Cegonha e investimentos em 15 centros de Parto Normal; a qualificação das maternidades de alto risco; a maior presença de enfermeiras obstétricas na cena do parto e a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar junto às operadoras de planos de saúde.

A pasta informou ainda que, por meio de cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais, vai capacitar profissionais de saúde em 86 hospitais de ensino, localizados nas 27 unidades da Federação, que fazem mais de mil partos por ano.

“Trata-se de um projeto de qualificação da atenção obstétrica e neonatal hospitalar com atividades de ensino, com produção de impacto em toda a rede de serviços da linha de cuidados da saúde da mulher e da criança.

A medida totaliza, em quatro anos, investimento de R$ 13,6 milhões.”

Em 2016, o ministério publicou o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Cesariana, com parâmetros que devem ser seguidos pelos serviços de saúde.

A proposta é auxiliar e orientar profissionais da saúde a diminuir o número de cesarianas desnecessárias, já que o procedimento, quando não indicado corretamente, traz riscos como o aumento da probabilidade de surgimento de problemas respiratórios para o recém-nascido e grande risco de morte materna e infantil.

Fonte : Portal Uai

 

Quanto tempo é preciso esperar entre uma gravidez e outra ?

Quanto tempo é preciso esperar entre uma gravidez e outra ?

Quanto tempo é preciso esperar entre uma gravidez e outra ?

Muitas mulheres que desejam ter mais um filho se perguntam quanto tempo é preciso esperar para engravidar novamente. Mas será que existe, de fato, um intervalo ideal para ficar grávida de novo ?

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) analisou cerca de 83% das certidões de nascimento emitidas no país em 2011 para averiguar de quanto tempo é a diferença de nascimento entre um filho e outro (há um item do documento que registra o intervalo entre a presente gestação e a anterior chamado ‘‘Date of last live birth’’).

Com base nos dados, pesquisadores constataram que nos Estados Unidos, as mulheres esperam, em média, 2 anos e meio entre uma gravidez e outra.

No entanto, 30% delas têm o segundo filho dentro de um intervalo inferior a 18 meses, o que não é recomendado pelos especialistas.

“O intervalo entre o nascimento de um filho e a concepção de outro é um dos fatores associados ao parto prematuro, baixo peso no nascimento e ao desenvolvimento abaixo do normal dentro do útero”, explica o obstetra Luis Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP).

Isso porque a gravidez provoca uma modificação completa do organismo da mãe, para que ela possa nutrir a criança que está crescendo : toda a energia da mulher vai primeiro para o bebê — é como se o corpo dela desse prioridade a essa nova vida.

Por isso, não é de se admirar que o organismo leve um tempo para voltar ao normal.

Quando a mulher ainda não está totalmente recuperada tanto do ponto de vista físico quanto nutricional para uma nova gestação, pode haver prejuízos para a mãe e para o bebê.

Durante a gravidez, o corpo da mulher retém uma grande quantidade de líquido e o volume de sangue circulando aumenta até 50%, o que exige um maior esforço cardiorrespiratório.

Ou seja, o coração e os pulmões têm de trabalhar mais para manter todo esse sangue circulando pelo corpo e fazer o oxigênio chegar a todos os órgãos.

Isso provoca certo desgaste no organismo da mulher.

Esse ritmo só volta ao normal por volta de 4 a 6 meses depois do parto.

Além disso, mesmo que a grávida se alimente bem e esteja saudável, ela sempre tem um pouco de anemia e seu organismo precisa de um tempo para repor toda a quantidade de ferro depois do nascimento do bebê.

Por todos esses motivos, os especialistas só consideram que a mulher está totalmente recuperada no 9º mês após dar à luz. Depois desse tempo, em geral, os órgãos já voltaram ao devido lugar, ela já recuperou o peso e a massa magra, voltou a fazer atividade física e ganhou força e tonalidade muscular vaginal e abdominal.

Esse período coincide com o resultado da pesquisa : engravidando no nono mês, a mulher daria à luz cerca de 40 semanas depois. Eis o intervalo de 18 meses entre duas gestações apontado pelos especialistas.

Uma nova gestação em um intervalo muito curto também aumenta o risco de ruptura uterina durante o trabalho de parto. “Antigamente, se acreditava que era preciso esperar dois anos entre uma gravidez e outra para a recuperação total do útero. Hoje já se sabe que de 4 a 6 meses depois do parto o orgão já recuperou 90% das suas forças, e, no caso de cesárea, a cicatriz já está bem fechada”, explica o ginecologista Paulo Gallo de Sá, professor de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A princípio, não há contraindicação para o parto normal quando a mulher passou por apenas uma cesariana. “A restrição existe quando se trata de duas ou mais cirurgias desse tipo”, completa Leite.

Vale lembrar também que na premita – como é chamado o primeiro parto – o trabalho é mais prolongado porque o útero nunca foi esticado antes.

No caso de parto normal, o bebê vai dilatando a bacia, estendendo a musculatura e os tecidos da vulva até sair.

Em uma segunda gestação, a dilatação acontece com mais facilidade. Além disso, a mãe costuma estar mais serena, graças à experiência anterior. Para Leite, “como a mulher já passou por todas as etapas uma vez, ela já está mais bem preparada para a segunda gravidez. Menos ansiedade e reconhecimento precoce dos sintomas mais comuns são típicos da segunda gestação”.

Outro alerta publicado na pesquisa é que esperar mais de cinco anos para engravidar novamente também não é uma boa. “Intervalos longos podem estar associados a complicações materno-fetais por causa da idade da mãe: um intervalo de cinco anos é bastante relevante”, explica Gallo de Sá.

Engravidar aos 25 tem menos complicações que aos 30; engravidar aos 30 tem menos complicações que aos 35 e engravidar aos 35, menos complicações que aos 40. Em outras palavras, cinco anos é um período bastante relevante no que diz respeito aos riscos envolvidos na gestação por conta do envelhecimento do corpo da mulher.

Do ponto de vista psicológico, como um intervalo muito curto (ou muito longo) entre o nascimento dos filhos pode afetar o comportamento dos pais e das crianças? Quando a diferença de idade é pequena, as crianças têm a oportunidade de compartilhar experiências semelhantes – crescem e aprendem juntas e vivem o mesmo ciclo familiar.

É normal alternarem momentos de rivalidade enquanto crescem e se tornam “mais companheiros que competidores”, explica Daniella Bertoncello, psicóloga e terapeuta.

Mas tudo depende, claro, de como o pai e mãe vão mediar essa relação entre as crianças, para estimular a fraternidade e o companheirismo no lugar da disputa por afeto e atenção.

Os pais devem se preparar para um período intenso de dedicação total já que, quanto menores as crianças, mais dependentes.

Papinhas, vacinas, banhos… Os cuidados simultâneos com dois filhos pequenos podem ser bem desgastantes, mas a gente promete : essa fase passa.

Já, quando existe uma diferença de idade muito grande entre irmãos, a chegada de um novo membro da família é vivenciada com mais tranquilidade e menos turbulência. “Geralmente o mais velho espera por um irmão e provavelmente até pediu esse ‘presente’ algumas vezes aos pais”, conta a psicóloga. Normalmente, quando nasce um caçula depois de muitos anos, as famílias já estão em um ciclo totalmente diferente: a situação financeira costuma ser outra e os pais estão mais maduros profissional e pessoalmente. “Apesar de começarem tudo novamente, em geral, os pais estão mais maduros e conseguem se reinventar em seus papéis paterno e materno, tentando corrigir alguns ‘enganos’ e ‘falhas’ da primeira experiência”, completa Daniela.

Fonte : Crescer

O sabonete ideal para dar banho no seu filho

O sabonete ideal para dar banho no seu filho

O sabonete ideal para dar banho no seu filho

A pele das crianças e dos bebês tem suas particularidades : é mais fina e mais suscetível a alergias do que a pele dos adultos.

Portanto, é de se esperar que os cosméticos desenvolvidos para os menores sejam formulados respeitando essas características.

O sabonete, por exemplo, deve obedecer a algumas regras básicas : ser hipoalergênico, testado dermatologicamente e ter pH idêntico ao da pele da criança.

Isso vai garantir que a limpeza seja feita com suavidade.

Melhor ainda se o produto trouxer na formulação ingredientes que não façam mal à criança, como perfumes delicados e hidratantes naturais.

Os mais indicados
Sabonete líquido de glicerina com base 100% vegetal, por exemplo, é uma excelente opção, porque limpa sem ressecar, devido à ação umectante e hidratante da substância. Ela extrai a umidade do ar levando-a diretamente para a superfície da pele e tem a ação comprovada de deixá-la mais resistente e não causar irritações. Hidrata e protege na medida certa. Além disso, combina muito bem com fragrâncias suaves, como lavanda, que têm propriedades relaxantes e calmantes.

Líquido ou em barra
Tanto faz, desde que o sabonete tenha a função de limpar sem retirar a proteção natural da pele da criança. O líquido, no entanto, é uma boa opção para os bebês que ainda tomam banho de banheira e a mãe precisa manejar o frasco com a mesma mão que ensaboa.

Nesse caso, a válvula pump facilita bastante.

Já o sabonete em barra é excelente quando a criança está começando a tomar banho sozinha e ainda não tem noção de desperdício. Com o auxílio da bucha macia, o produto rende bastante.

Fonte : Crescer

Dicas de como dar banho no seu bebê

Dicas de como dar banho no seu bebê

Dicas de como dar banho no seu bebê

Um banho gostoso faz maravilhas pelo bebê : higieniza, relaxa e aumenta o vínculo com os pais.

Mas a segurança não deve ser deixada de lado, já que os pequenos se movimentam muito e uma queda, no chuveiro ou mesmo na banheira, representa perigo.

Confira alguns cuidados para tomar na hora de dar o banho do seu filho :

O trocador deve ser preparado antes do banho, com tudo que você vai precisar : água e algodão, lenço umedecido, creme contra assaduras, fralda e uma troca de roupa completa.

O ideal é que a banheira não fique longe do trocador e esteja em um local arejado, porém sem corrente de vento.

Junto da banheira, mantenha uma toalha felpuda e macia e o sabonete líquido.

Para evitar qualquer tipo de alergia, escolha apenas cosméticos específicos para bebês, dermatologicamente testados e hipoalergênicos.

As embalagens com pump são mais seguras na hora do banho dos bebês, já que a mãe consegue manejar o frasco com uma mão só e não precisa soltar a criança.

Certifique-se de que a água está entre 36,5 e 37 graus, independentemente da estação. Um termômetro para banheira ajuda a não errar.

A banheira não precisa estar totalmente cheia. Apenas o suficiente para cobrir o corpo do bebê. Coloque 2/3 do seu volume de água.

Não deixe a criança só, mesmo que ela já sente sozinha. Em hipótese alguma deixe a banheira sem supervisão. Mesmo os maiores que já tomam banho em pé no chuveiro, pois o risco de queda e afogamento é grande.

A partir dos 5 anos, quando os pais começam a treinar a criança para tomar banho sozinha, a supervisão deverá ser mantida também.

Coloque um tapetinho de borracha. No fundo da banheira ou mesmo no piso do box (no caso das crianças maiores), o tapete evita escorregões e quedas. Mas mantenha-o sempre bem higienizado, pois em contato frequente com a água, a borracha pode criar fungos.

Fonte : Revista Crescer

Filtro solar pode causar reação alérgica em bebês

Filtro solar pode causar reação alérgica em bebês

Filtro solar pode causar reação alérgica em bebês

Uma australiana publicou recentemente no Facebook uma foto de seu filho de três meses com marcas vermelhas na barriga e o post viralizou. Segundo Jessie Swan, a criança teve uma reação alérgica ao protetor solar fator 50 da Peppa Pig, fabricado pela ONG Cancer Council Australia, e precisou ficar internada por três dias para tratar a erupção, semelhante a uma queimadura. A mãe alega ainda que o bebê não foi exposto ao sol.

A Peppa Pig respondeu à postagem dizendo que vai investigar o caso, mas que o produto foi formulado dentro das regras de qualidade do país.

A ONG afirmou também que, pelo fato de haver diferentes tipos de pele, reações individuais podem ocorrer e é necessário fazer um teste de sensibilidade antes de fazer uso do produto.

Em fevereiro do ano passado, a Academia Americana de Pediatria publicou uma série de dicas sobre como proteger as crianças do sol, que incluía evitar o protetor solar em bebês com menos de 6 meses.

De acordo com a entidade, uma pequena quantidade pode ser aplicada no rosto e na palma das mãos apenas se não for possível evitar o sol, mas que o ideal é usar roupas com mangas compridas e chapéus para proteger os bebês

Segundo a dermatologista Elisabeth Lima Barboza, a pele dos bebês até os seis meses é muito delicada e pode absorver os produtos químicos presentes nos protetores. Existe o risco de intoxicações, porque o sistema imunológico nesta fase ainda não está bem definido:

Após os seis meses, as crianças podem usar protetor solar infantil que não apresentem compostos químicos como ácido paraminobenzóico (PABA) ou Benzofenona-3. Mas isso não quer dizer que a proteção solar se torne livre de alergias.

“As reações são menores a partir dos 6 meses, mas não significa que o hipoalergênico, por exemplo, nunca dá alergia. Provoca menos, mas pode acontecer. Isso vai do organismo de cada pessoa. Antes da utilização do protetor, é importante buscar a orientação de um pediatra ou dermatologista”, explica a médica.

Fonte : UOL

 

A primeira vez do bebê na praia

A primeira vez do bebê na praia

A primeira vez do bebê na praia

Existe uma idade ideal para levar a criança para a praia pela primeira vez ?
A recomendação é a mesma entre especialistas : a partir de 6 meses.

“Nessa idade, a criança já pode passar protetor solar e têm a imunidade mais forte. Mesmo assim, é preciso tomar uma série de precauções”, alerta Seomara Catalano, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Em pesquisa realizada na página do Facebook da CRESCER, 39% das mães levaram os filhos para conhecer o mar na idade recomendada, 6 meses e 1 ano.

Mas como vivemos em um país tropical e nem sempre conseguimos esperar – como foi o caso de 28% das mães que responderam à nossa enquete – os cuidados precisam ser redobrados (mais dicas ao longo da reportagem).

Já 24% das entrevistadas esperaram até o bebê completar 1 ou 2 anos para levá-lo à praia, enquanto 9% foram mais pacientes e deixaram passar dos 2 anos.

Quais são as vantagens de levar o bebê para a praia ?
Além de estimular a criança descobrir novas texturas (como a da areia e a da água do mar), o passeio permite que ela entre em contato com a natureza e que interaja com a família. “É um momento de socialização, em que o bebê vai conhecer animais, outras crianças, novas atividades. É um excelente estímulo para seu desenvolvimento”, defende Seomara Catalano.

O tipo de areia faz diferença para o bebê ?
Aquela areia mais branca e mais fina arranha menos a pele fina da criança, mas, se entra na fralda, e o atrito é maior. “Assim que a brincadeira acabar, troque o bebê para evitar irritações, assaduras e qualquer tipo de contaminação”, sugere a médica.

E, por falar em contaminação, é importante lembrar que a areia pode esconder outros perigos. “Os ovos e larvas causadores de bichos geográficos, presentes em fezes de animais estão presentes justamente na areia seca, onde as crianças adoram ficar”, alerta a doutora.

Portanto, leve-o para brincar um pouco na areia úmida, que oferece menos riscos.

Posso entrar no mar com o meu filho ?

Sim, desde que a água não esteja extremamente fria e seja limpa . Brinque à vontade com o seu filho no mar, mas evite que ele engula água. Vale redobrar a atenção quando o mar estiver muito agitado.

Qual é o melhor horário para a criança ficar no sol ?
De preferência, entre 6h e 9h30 da manhã e depois das 16h. Mas não exagere : dificilmente o bebê vai se sentir à vontade por tanto tanto tempo sob o sol. Use a sua sensação como referência.

E como proteger a pele do bebê ?
Quanto menor for a exposição do seu filho, menor será o risco de queimadura. “Até os 3 anos, a criança toma pouco so l: 15 minutos de manhã e 15 minutos à tarde. Mais do que isso e fora dos horários indicados, é necessário entrar com um protetor solar mais forte, acima de 30”, diz a pediatra Filumena Gomes, da Faculdade de Medicina da USP.

Existem filtros infantis, com fórmulas feitas especialmente para a pele da criança. Vale lembrar que o uso só é recomendado para bebês depois dos seis meses.

Como a pele do bebê é fininha, vale apostar em camisetas de manga longa com proteção UV ou, então, de algodão – mesmo que você já tenha aplicado o filtro. Quanto mais fechada for a trama do tecido, mais segurança trará para a criança.

E como proteção nunca é demais, saiba que a roupa molhada perde 30% da capacidade de proteção contra radiação solar. Portanto, tenha algumas trocas de roupa para o bebê na bolsa.

Mesmo com filtro e camiseta, ainda vale chamá-lo para ficar embaixo do guarda-sol de vez em quando. Parece exagero, mas pense em quantos anos de sol seu filho ainda terá pela frente. E atenção na escolha do guarda-sol: nem todos estão, de fato, protegendo a sua família. Os de nylon não servem para nada. Para saber se ele é bom mesmo, veja se está escuro embaixo dele.

Fonte : Crescer

 

A primeira mamada na cesariana e parto normal

A primeira mamada na cesariana e parto normal

A primeira mamada na cesariana e parto normal

Um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense, Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e Secretaria da Saúde de Queimados (RJ) demonstrou em números o que já se via na prática em maternidades : mulheres que realizam cesariana (parto preferido por muitas mulheres) demoram mais tempo para amamentar seus filhos pela primeira vez.

No parto normal, a demora da primeira mamada é em média 4 horas.

Já os bebês nascidos de cesariana demoram cerca de 10 horas para se alimentarem pela primeira vez no peito da mamãe.

A fonoaudióloga Jamile Elias explica porque a amamentação no parto normal é mais rápida. “É mito dizer que as mamães que fazem cesariana ficam mais cansadas e demoram para se recuperar e poder amamentar. O motivo está na diferença da ação hormonal do organismo das mulheres que realizam parto normal e cesariana”, conta a profissional.

No parto normal, a placenta já está pronta e já está tudo pronto para o bebê nascer. Assim que nasce, todos os hormônios estão em perfeita harmonia e há a descida do leite, facilitando a primeira mamada.

O mesmo não ocorre na cesariana; a placenta pode não estar totalmente madura, desorganizando os hormônios, fazendo com que a descida do leite demore mais, prejudicando a primeira mamada do bebê.

O estudo realizado no Rio de Janeiro apontou ainda que das mamães que realizaram o parto normal, 22,4% amamentaram na primeira hora contra 5,8% das mamães que realizaram cesárea.

Todas as mamães e futuras mamães sabem da importância incontestável da amamentação para seu filho e para a saúde da mãe. Além de suprir todas as necessidades nutricionais do bebê e o imunizar com anticorpos passados pelo leite materno, o ato de amamentar ajuda a mamãe a recuperar o corpo mais rapidamente, prevenindo alguns tipos de câncer e o vínculo mãe-bebê se torna mais forte.

 

Fonte : Guia do Bebê – UOL

Mais mulheres estão se tornando mães mais velhas

Mais mulheres estão se tornando mães mais velhas

Mais mulheres estão se tornando mães mais velhas

A pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2015, divulgada na última quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro, confirma uma percepção geral : as mulheres brasileiras estão se tornando mães mais tarde.

Em 2005, 30,9% dos nascimentos eram concentrados em mulheres na faixa dos 20 aos 24 anos. Em 2015, o percentual nessa faixa etária caiu para 25,1%.

Em compensação, mães entre 30 e 39 anos aumentaram de 22,5%, em 2005, para 30,8%, em 2015.

Enquanto isso, o grupo das mães de 25 a 29 anos se manteve estável, passando de 24,3%, em 2005, para 24,5%, em 2015.

Segundo a pesquisa, os dados de 2015 evidenciam o aumento da representatividade das mães mais velhas e a redução dos registros de filhos de mães mais jovens.

No grupo de mães de 15 a 19 anos, o percentual de nascimentos caiu de 20,3%, em 2005, para 17%, em 2015.

Fonte : Crescer

 

Quando a mulher deve escolher um embrião

Quando a mulher deve escolher um embrião

Quando a mulher deve escolher um embrião

Com 21 semanas de gestação, a professora Elisangela Rocha, 40 anos, recebeu a “Crescer” no Instituto Ideia Fértil de Reprodução Assistida, na Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), acompanhada do marido Gerson, 41.

A barriga ainda discreta e uma felicidade aparente, mas contida, traduziam a espera pela filha Ana Luiza, enquanto expectativas típicas de casais grávidos se alternavam com as de quem guarda um passado sofrido. “Vamos ter de aprender a ser pais de menina. Deve ser muito diferente de criar um menino”, disseram, com um sorriso semiaberto. E logo emendaram: “Outro desafio vai ser controlar a superproteção, superar o trauma de hospital e a dor da perda”. Eles se referiam ao filho João Pedro que, em 2012, aos 8 anos, teve sua vida encerrada pela síndrome de Duchenne, doença genética grave e rara, que acomete a musculatura e leva a complicações cardíacas e respiratórias. O menino herdou o problema da mãe, que recebeu o diagnóstico junto com ele, assim que completou 1 ano — as mulheres raramente apresentam sintomas, por isso, ela não suspeitou antes do problema.

Na ausência dele, cresceu a vontade de conceber outro filho. O problema é que a decisão de engravidar significaria desafiar as estatísticas. Qualquer casal corre risco de 1% a 3% de ter um filho com alguma malformação, segundo um dos maiores especialistas em genética reprodutiva do país, Ciro Martinhago, da Chromosome Medicina Genômica (SP). E se a probabilidade de gerar uma criança portadora de uma doença capaz de impor limitações até ao prosseguimento da vida saltasse para 25% ? Era o dilema de Elisangela e de inúmeras pessoas que carregam mutação em algum dos cerca de 25 mil genes do corpo humano — número estimado pelo Projeto Genoma — e, em alguns casos, o risco é até maior, de 50%.

Não à toa, muitos casais acabam desistindo do sonho. Felizmente, hoje, essas pessoas dispõem de uma alternativa que não envolve arriscar nem desistir de aumentar a família. Trata-se do Diagnóstico Pré-Implantacional (PGD), que consiste em uma análise do DNA dos embriões, realizada após a fertilização in vitro comum, a fim de selecionar os mais saudáveis para a implantação. E se a palavra seleção provoca desconforto, saiba que, com indicações específicas, o método é endossado por instituições respeitadas no Brasil.

Segundo uma resolução do Conselho Federal de Medicina, a técnica do PGD é permitida para eleger embriões livres de doenças genéticas ou compatíveis com outro filho do casal já afetado por enfermidade, que precise de transplante de células-tronco. Os critérios de aplicação são específicos, no que se refere à ética médica. “Histórico familiar de doença genética, idade materna avançada (a partir de 38 anos) e abortos de repetição são as principais indicações”, enumera o ginecologista Mário Cavagna, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Também têm recomendação os casais em que o homem apresente problemas na quantidade e na qualidade dos espermatozoides ou que realizaram pelo menos três fertilizações sem sucesso. É importante frisar que o método não pode ser empregado para escolher o sexo da criança nem características físicas, como a cor dos olhos.

No caso de Elisângela, o procedimento foi bem complexo. Os geneticistas levaram oito meses para avaliar o genoma dela, o de Gerson e o de João Pedro, por meio das células-tronco de um dente de leite guardado do garoto, para mapear onde estava, exatamente, a mutação associada à Duchenne. “O objetivo era localizar o erro para saber, posteriormente, onde procurá-lo nos embriões que seriam formados”, esclarece o ginecologista Caio Parente, presidente do Instituto Ideia Fértil, onde a fertilização foi realizada. Uma vez encontrada a alteração, o casal partiu para a fertilização até obter oito embriões – dois anos e meio de tratamento depois.

Então, eles foram analisados e se verificou que cinco eram saudáveis, um apresentava alteração cromossômica e dois carregavam a síndrome de Duchenne. Um dos embriões saudáveis foi transferido para o útero de Elisangela. Dez dias depois, veio a confirmação: os dois seriam pais de Ana Luiza que, livre da doença, terá, felizmente, um futuro mais promissor do que o irmão.

A técnica não é garantia de ter um filho totalmente saudável. Mas, sim, uma boa maneira de minimizar a ocorrência das síndromes mais comuns. Também é importante avisar que há um risco de 1%a 5% de resultados falsos positivos ou falsos negativos na análise embrionária.

Fonte : Revista Crescer