Quanto tempo é preciso esperar entre uma gravidez e outra ?

Quanto tempo é preciso esperar entre uma gravidez e outra ?

Quanto tempo é preciso esperar entre uma gravidez e outra ?

Muitas mulheres que desejam ter mais um filho se perguntam quanto tempo é preciso esperar para engravidar novamente. Mas será que existe, de fato, um intervalo ideal para ficar grávida de novo ?

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) analisou cerca de 83% das certidões de nascimento emitidas no país em 2011 para averiguar de quanto tempo é a diferença de nascimento entre um filho e outro (há um item do documento que registra o intervalo entre a presente gestação e a anterior chamado ‘‘Date of last live birth’’).

Com base nos dados, pesquisadores constataram que nos Estados Unidos, as mulheres esperam, em média, 2 anos e meio entre uma gravidez e outra.

No entanto, 30% delas têm o segundo filho dentro de um intervalo inferior a 18 meses, o que não é recomendado pelos especialistas.

“O intervalo entre o nascimento de um filho e a concepção de outro é um dos fatores associados ao parto prematuro, baixo peso no nascimento e ao desenvolvimento abaixo do normal dentro do útero”, explica o obstetra Luis Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP).

Isso porque a gravidez provoca uma modificação completa do organismo da mãe, para que ela possa nutrir a criança que está crescendo : toda a energia da mulher vai primeiro para o bebê — é como se o corpo dela desse prioridade a essa nova vida.

Por isso, não é de se admirar que o organismo leve um tempo para voltar ao normal.

Quando a mulher ainda não está totalmente recuperada tanto do ponto de vista físico quanto nutricional para uma nova gestação, pode haver prejuízos para a mãe e para o bebê.

Durante a gravidez, o corpo da mulher retém uma grande quantidade de líquido e o volume de sangue circulando aumenta até 50%, o que exige um maior esforço cardiorrespiratório.

Ou seja, o coração e os pulmões têm de trabalhar mais para manter todo esse sangue circulando pelo corpo e fazer o oxigênio chegar a todos os órgãos.

Isso provoca certo desgaste no organismo da mulher.

Esse ritmo só volta ao normal por volta de 4 a 6 meses depois do parto.

Além disso, mesmo que a grávida se alimente bem e esteja saudável, ela sempre tem um pouco de anemia e seu organismo precisa de um tempo para repor toda a quantidade de ferro depois do nascimento do bebê.

Por todos esses motivos, os especialistas só consideram que a mulher está totalmente recuperada no 9º mês após dar à luz. Depois desse tempo, em geral, os órgãos já voltaram ao devido lugar, ela já recuperou o peso e a massa magra, voltou a fazer atividade física e ganhou força e tonalidade muscular vaginal e abdominal.

Esse período coincide com o resultado da pesquisa : engravidando no nono mês, a mulher daria à luz cerca de 40 semanas depois. Eis o intervalo de 18 meses entre duas gestações apontado pelos especialistas.

Uma nova gestação em um intervalo muito curto também aumenta o risco de ruptura uterina durante o trabalho de parto. “Antigamente, se acreditava que era preciso esperar dois anos entre uma gravidez e outra para a recuperação total do útero. Hoje já se sabe que de 4 a 6 meses depois do parto o orgão já recuperou 90% das suas forças, e, no caso de cesárea, a cicatriz já está bem fechada”, explica o ginecologista Paulo Gallo de Sá, professor de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A princípio, não há contraindicação para o parto normal quando a mulher passou por apenas uma cesariana. “A restrição existe quando se trata de duas ou mais cirurgias desse tipo”, completa Leite.

Vale lembrar também que na premita – como é chamado o primeiro parto – o trabalho é mais prolongado porque o útero nunca foi esticado antes.

No caso de parto normal, o bebê vai dilatando a bacia, estendendo a musculatura e os tecidos da vulva até sair.

Em uma segunda gestação, a dilatação acontece com mais facilidade. Além disso, a mãe costuma estar mais serena, graças à experiência anterior. Para Leite, “como a mulher já passou por todas as etapas uma vez, ela já está mais bem preparada para a segunda gravidez. Menos ansiedade e reconhecimento precoce dos sintomas mais comuns são típicos da segunda gestação”.

Outro alerta publicado na pesquisa é que esperar mais de cinco anos para engravidar novamente também não é uma boa. “Intervalos longos podem estar associados a complicações materno-fetais por causa da idade da mãe: um intervalo de cinco anos é bastante relevante”, explica Gallo de Sá.

Engravidar aos 25 tem menos complicações que aos 30; engravidar aos 30 tem menos complicações que aos 35 e engravidar aos 35, menos complicações que aos 40. Em outras palavras, cinco anos é um período bastante relevante no que diz respeito aos riscos envolvidos na gestação por conta do envelhecimento do corpo da mulher.

Do ponto de vista psicológico, como um intervalo muito curto (ou muito longo) entre o nascimento dos filhos pode afetar o comportamento dos pais e das crianças? Quando a diferença de idade é pequena, as crianças têm a oportunidade de compartilhar experiências semelhantes – crescem e aprendem juntas e vivem o mesmo ciclo familiar.

É normal alternarem momentos de rivalidade enquanto crescem e se tornam “mais companheiros que competidores”, explica Daniella Bertoncello, psicóloga e terapeuta.

Mas tudo depende, claro, de como o pai e mãe vão mediar essa relação entre as crianças, para estimular a fraternidade e o companheirismo no lugar da disputa por afeto e atenção.

Os pais devem se preparar para um período intenso de dedicação total já que, quanto menores as crianças, mais dependentes.

Papinhas, vacinas, banhos… Os cuidados simultâneos com dois filhos pequenos podem ser bem desgastantes, mas a gente promete : essa fase passa.

Já, quando existe uma diferença de idade muito grande entre irmãos, a chegada de um novo membro da família é vivenciada com mais tranquilidade e menos turbulência. “Geralmente o mais velho espera por um irmão e provavelmente até pediu esse ‘presente’ algumas vezes aos pais”, conta a psicóloga. Normalmente, quando nasce um caçula depois de muitos anos, as famílias já estão em um ciclo totalmente diferente: a situação financeira costuma ser outra e os pais estão mais maduros profissional e pessoalmente. “Apesar de começarem tudo novamente, em geral, os pais estão mais maduros e conseguem se reinventar em seus papéis paterno e materno, tentando corrigir alguns ‘enganos’ e ‘falhas’ da primeira experiência”, completa Daniela.

Fonte : Crescer

Bebê seguro e confortável no berço

Bebê seguro e confortável no berço

Bebê seguro e confortável no berço

A aquisição do berço do bebê é um daqueles itens que geram bastante ansiedade para os futuros pais.

A vontade de muitos é comprar o móvel logo que a gravidez é anunciada e já deixá-lo montadinho, geralmente repleto de enfeites tanto dentro quanto fora.

Se é exatamente assim que você imagina o espaço onde seu filho irá dormir, alerta vermelho.

Por questões de segurança, quando o assunto é berço, menos é sempre mais.

De acordo com a ONG Criança Segura Brasil, até os 4 anos de idade, as crianças ficam muito expostas a riscos.

Entre as principais causas, estão a inalação de conteúdo gástrico, o engasgamento com objetos ou alimentos e o sufocamento no próprio berço ou cama, devido ao excesso de tecidos e brinquedos e até por um adulto quando está dormindo.

Algumas das medidas recomendadas pela ONG para evitar possíveis acidentes no berços são: atentar para a posição do bebê, que deve dormir de barriga para cima, em colchões firmes; remover brinquedos e objetos macios do berço na hora de dormir e só oferecer à criança brinquedos seguros para a sua idade.

Berço limpo, sono tranquilo
Além de todos esses cuidados que afastam o risco de sufocamento, é preciso muita atenção com a higienização das peças que compõem o espaço do berço, evitando possíveis irritações na pele delicada do bebê.

A seguir, confira algumas dicas.

Colchão
– Tipo de tecido : antialérgico – a cobertura especial diminui a quantidade de ácaros e partículas alergênicas.
– Rotina de limpeza : mensalmente, colocar o colchão para arejar por algumas horas. “Quem quiser pode investir no uso do aspirador, antes de deixá-lo na ventilação natural”, indica Margarete.
– Evite o uso de escovinhas e qualquer aplicação de produto de limpeza na superfície do colchão – isso pode provocar a proliferação de fungos e bactérias. Além disso, sempre retire o plástico no qual o produto vem envolto; manter essa cobertura pode aumentar o risco de sufocamento.

Roupa de cama
– Tipo de tecido : algodão, que é fácil de lavar e seca em questão de horas. É importante que o pano seja o mais liso possível, sem relevos nem grandes bordados.
– Rotina de limpeza : caso não aconteça nenhum vazamento, a dermatologista sugere que a troca dos lençóis seja realizada em dias alternados – principalmente nos períodos de calor. Lembrando que a lavagem deve ser realizada com um sabão em pó específico para a pele delicada do bebê.
– Dica : prefira tecidos em tons claros e não muito estampados, um detalhe que ajuda na sensação de limpeza.
– Quantidade : 5 peças. Lembrando que o uso do travesseiro e do lençol de cima não é recomendado no primeiro ano de vida.

Mantas
– Tipo de tecido : plush ou microfibra, que tem toque macio e acumula menos pó. As mantas de lã soltam aqueles pelinhos que podem ser aspirados pelo bebê, além de irritar a pele quando em contato direto.
– Rotina de limpeza : a manta em uso deve ser higienizada semanalmente, seguindo os mesmos cuidados de lavagem especificados para as roupas de cama. Antes de guardar, tenha certeza de que a peça esteja bem sequinha.
– Atenção : tenha sempre uma coberta a mão, mas nunca a deixe dentro do berço ou ao alcance do bebê.
– Quantidade : 3 peças.

Brinquedos e bichinhos
– Tipo de tecido: substitua a pelúcia por bonecos feitos com algodão cru acabado, que acumula menos pó e dá aquela cara simpática de “brinquedo de pano”.
– Rotina de limpeza: Para não estragar, é importante seguir as recomendações presentes na etiqueta do brinquedo. Caso a lavagem na máquina seja indicada, retire as roupas dos bonecos e higienize-as de acordo com a cor. Além disso, conserte possíveis furos ou descosturas, evitando que enchimentos e outras partes do brinquedo se soltem. Utilize um saco protetor de roupas ou uma fronha e selecione o ciclo de lavagem suave, sem usar água quente. Na máquina, distribua os bichinhos de maneira uniforme para não deformar.

Fonte : Crescer

O sabonete ideal para dar banho no seu filho

O sabonete ideal para dar banho no seu filho

O sabonete ideal para dar banho no seu filho

A pele das crianças e dos bebês tem suas particularidades : é mais fina e mais suscetível a alergias do que a pele dos adultos.

Portanto, é de se esperar que os cosméticos desenvolvidos para os menores sejam formulados respeitando essas características.

O sabonete, por exemplo, deve obedecer a algumas regras básicas : ser hipoalergênico, testado dermatologicamente e ter pH idêntico ao da pele da criança.

Isso vai garantir que a limpeza seja feita com suavidade.

Melhor ainda se o produto trouxer na formulação ingredientes que não façam mal à criança, como perfumes delicados e hidratantes naturais.

Os mais indicados
Sabonete líquido de glicerina com base 100% vegetal, por exemplo, é uma excelente opção, porque limpa sem ressecar, devido à ação umectante e hidratante da substância. Ela extrai a umidade do ar levando-a diretamente para a superfície da pele e tem a ação comprovada de deixá-la mais resistente e não causar irritações. Hidrata e protege na medida certa. Além disso, combina muito bem com fragrâncias suaves, como lavanda, que têm propriedades relaxantes e calmantes.

Líquido ou em barra
Tanto faz, desde que o sabonete tenha a função de limpar sem retirar a proteção natural da pele da criança. O líquido, no entanto, é uma boa opção para os bebês que ainda tomam banho de banheira e a mãe precisa manejar o frasco com a mesma mão que ensaboa.

Nesse caso, a válvula pump facilita bastante.

Já o sabonete em barra é excelente quando a criança está começando a tomar banho sozinha e ainda não tem noção de desperdício. Com o auxílio da bucha macia, o produto rende bastante.

Fonte : Crescer

Tudo por um sono tranquilo do bebê no verão

Tudo por um sono tranquilo do bebê no verão

Tudo por um sono tranquilo do bebê no verão

Não são só os adultos que sofrem para dormir no calor. Os bebês também podem acordar mais durante a noite. E o resultado é a irritação e o mal-estar, que podem persistir pelo dia todo.

Muitos pais exageram no pijama, com medo de o filho passar frio, mas é importante observar se ele não sua demais, se a temperatura do quarto não está muito alta (o ideal é entre 24ºC e 25ºC), caso contrário, o sono ficará entrecortado e a criança não conseguirá descansar como deve.

A seguir, outras dicas que podem ajudar:

Cuide bem do ambiente

A temperatura do quarto interfere na qualidade do sono. Se o bebê sentir muito calor, com certeza vai acordar. Você pode colocar um ventilador no ambiente, mas não o deixe direcionado para a criança e ligue-o um pouco antes da hora de dormir para manter o quarto arejado.

Vista-o com pijamas frescos

O ideal são os tecidos leves, como a malha, para enfrentar as horas mais quentes e também o frescor da madrugada. No berço, mantenha apenas os lençóis, de preferência de algodão.

Dê um banho antes de colocá-lo para dormir

A água morna ajuda a equilibrar a temperatura corporal e também relaxa. Para isso, use sabonete líquido com substâncias naturais, como a lavanda, que têm propriedades calmantes.

Faça uma massagem no fim da tarde

Se ele estiver irritado demais, tire alguns minutos para massageá-lo com um óleo suave formulado para crianças e enriquecido com nutrientes que protegem a pele, como a vitamina E. O bebê fica mais tranquilo e isso reflete no sono.

Fonte : Crescer