Mais mulheres estão se tornando mães mais velhas

Mais mulheres estão se tornando mães mais velhas

Mais mulheres estão se tornando mães mais velhas

A pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2015, divulgada na última quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro, confirma uma percepção geral : as mulheres brasileiras estão se tornando mães mais tarde.

Em 2005, 30,9% dos nascimentos eram concentrados em mulheres na faixa dos 20 aos 24 anos. Em 2015, o percentual nessa faixa etária caiu para 25,1%.

Em compensação, mães entre 30 e 39 anos aumentaram de 22,5%, em 2005, para 30,8%, em 2015.

Enquanto isso, o grupo das mães de 25 a 29 anos se manteve estável, passando de 24,3%, em 2005, para 24,5%, em 2015.

Segundo a pesquisa, os dados de 2015 evidenciam o aumento da representatividade das mães mais velhas e a redução dos registros de filhos de mães mais jovens.

No grupo de mães de 15 a 19 anos, o percentual de nascimentos caiu de 20,3%, em 2005, para 17%, em 2015.

Fonte : Crescer

 

Prepare o seu bebê para a hora de dormir

Prepare o seu bebê para a hora de dormir

Prepare o seu bebê para a hora de dormir

Uma das frases mais comuns que os futuros pais e mães costumam ouvir quando anunciam a gravidez é a clássica “Prepare-se para não dormir mais”.

Mas o sono do bebê não é, necessariamente, sinônimo de caos.

A roupa escolhida, a preparação do berço, o cheiro do banho, tudo isso ajuda a criar um ambiente perfeito para a noite de descanso.

A seguir, confira tudo o que deve ser observado – e organizado – antes do beijo de boa-noite.

“Atividades e horários pré-determinados ajudam a criança não só a prever, mas também a entender o que está por vir. Com isso, elas se sentem mais seguras”, explica Andressa Isola, baby planner da consultoria Arrive.

“Os pais devem organizar a rotina da criança levando em consideração os horários de alimentação, do sono e da higiene. Eles também devem prever o período do brincar e de outras atividades para o desenvolvimento”, esclarece José Gabel, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Primeiros Cuidados da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Passeios ao ar livre são muito importantes, para que o bebê veja a luz do sol e comece a desenvolver a percepção do dia e da noite, assim como as sonecas ao longo do dia. Por isso, esteja sempre atento aos primeiros sinais de sono, como quando o pequeno começa a bocejar ou coçar os olhos diversas vezes. “Aquela conversa de evitar os cochilos diurnos para que a criança fique muito cansada não funciona e, no fim, pode ter efeito contrário”, alerta Andressa.

“Os cochilos são muito importantes para o desenvolvimento infantil. A ausência desse sono pode causar situações de ansiedade, irritação e até menor nível de interesse para resolver problemas”, explica Gabel.

A chamada síndrome da morte súbita infantil, caracterizada pela morte do bebê durante o sono sem razão aparente, é preocupação de pais e mães. Embora os reais motivos desse problema ainda não tenham sido identificados, existem indícios de que colchões extremamente macios, travesseiros e até cobertores elevem os riscos de algo acontecer.

De acordo com a ONG Criança Segura Brasil, atentar para a posição do bebê no berço, que deve dormir de barriga para cima, em colchões firmes, são algumas medidas que ajudam a evitar esse problema.

“Os berços devem apresentar grades com distâncias que variam de 4,5 a 6 cm entre si. Já os colchões devem ser rígidos, sendo indicado o de 120 mm, e os protetores, de espessura fina, devem ser fixados por velcro ou com laços de, no máximo, 15 cm de comprimeto”, alerta Andressa.

Procure manter longe de janelas o berço e outros móveis em que a criança possa subir; caso haja cortinas ou persianas no quarto, atente-se para não deixar cordas ou cordões ao alcance dos pequenos.

Para evitar riscos de sufocamento, o indicado é que o bebê não seja coberto. Portanto, a peça ideal é o macacão com pés; assim todas as partes do corpo ficam protegidas do frio.

“Para a hora de dormir, são aconselháveis peças de algodão, sem muitas costuras e babados, para que sejam confortáveis. Outro detalhe é investir em modelos com botões, assim o peito fica protegido na hora da troca de fralda”, diz a baby planner.

O mesmo material também é recomendado para o lençol de baixo – lembrando que mantas, edredons, cobertores e travesseiros são dispensáveis, pelo menos no primeiro ano de vida. Em resumo: ter menos apetrechos no berço representa mais segurança para o bebê.

Todas as peças que ficam em contato direto com a criança merecem atenção redobrada no momento da lavagem. “As máquinas de lavar são mais eficazes do que a lavagem à mão, pois são capazes de eliminar completamente todos os resíduos do sabão”, explica Andressa Isola.

Escolher produtos especiais para a pele delicada do bebê também é essencial.

Com o tempo, mães e pais acabam descobrindo o método ideal para fazer o bebê cair no sono. Enquanto essa noite não chega, a dica é experimentar: vale tentar um banho morno, uma canção de ninar, uma história.

De acordo com o pediatra José Gabel, essas atividades mais calmas devem ser iniciadas cerca de 30 minutos antes da hora de dormir – e é importante repeti-las todos os dias, seguindo a mesma ordem e sempre no mesmo horário. “O Leo tem 10 meses e dorme bem desde os 4. Claro que tem dias em que ele está mais agitado. Então, nessas ocasiões, apostamos em um banho e em luzes mais baixas. Caso não funcione, a melhor saída é dançar com ele preso no sling. Infalível!”, recomenda a jornalista Nathalia Pipa, 28 anos.

Ao completar 4 ou 5 meses, o bebê começa a entender que não faz mais parte da mãe. Por isso, é recomendado o uso de objetos que passam segurança para a criança e que ajudam a acalmá-lo durante o período de sono, popularmente chamados de “naninha”.

“É o chamado objeto transicional, pois o bebê transfere o sentimento de segurança que vem dos pais para esse mascote. É algo importante para o seu desenvolvimento emocional”, defende o especialista da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Lembre-se que o objeto deve ser macio e não oferecer nenhum tipo de risco. Depois que o pequeno pegar no sono, retire a naninha do berço para sua total segurança e tranquilidade.

Fonte : Crescer

Quando a mulher deve escolher um embrião

Quando a mulher deve escolher um embrião

Quando a mulher deve escolher um embrião

Com 21 semanas de gestação, a professora Elisangela Rocha, 40 anos, recebeu a “Crescer” no Instituto Ideia Fértil de Reprodução Assistida, na Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), acompanhada do marido Gerson, 41.

A barriga ainda discreta e uma felicidade aparente, mas contida, traduziam a espera pela filha Ana Luiza, enquanto expectativas típicas de casais grávidos se alternavam com as de quem guarda um passado sofrido. “Vamos ter de aprender a ser pais de menina. Deve ser muito diferente de criar um menino”, disseram, com um sorriso semiaberto. E logo emendaram: “Outro desafio vai ser controlar a superproteção, superar o trauma de hospital e a dor da perda”. Eles se referiam ao filho João Pedro que, em 2012, aos 8 anos, teve sua vida encerrada pela síndrome de Duchenne, doença genética grave e rara, que acomete a musculatura e leva a complicações cardíacas e respiratórias. O menino herdou o problema da mãe, que recebeu o diagnóstico junto com ele, assim que completou 1 ano — as mulheres raramente apresentam sintomas, por isso, ela não suspeitou antes do problema.

Na ausência dele, cresceu a vontade de conceber outro filho. O problema é que a decisão de engravidar significaria desafiar as estatísticas. Qualquer casal corre risco de 1% a 3% de ter um filho com alguma malformação, segundo um dos maiores especialistas em genética reprodutiva do país, Ciro Martinhago, da Chromosome Medicina Genômica (SP). E se a probabilidade de gerar uma criança portadora de uma doença capaz de impor limitações até ao prosseguimento da vida saltasse para 25% ? Era o dilema de Elisangela e de inúmeras pessoas que carregam mutação em algum dos cerca de 25 mil genes do corpo humano — número estimado pelo Projeto Genoma — e, em alguns casos, o risco é até maior, de 50%.

Não à toa, muitos casais acabam desistindo do sonho. Felizmente, hoje, essas pessoas dispõem de uma alternativa que não envolve arriscar nem desistir de aumentar a família. Trata-se do Diagnóstico Pré-Implantacional (PGD), que consiste em uma análise do DNA dos embriões, realizada após a fertilização in vitro comum, a fim de selecionar os mais saudáveis para a implantação. E se a palavra seleção provoca desconforto, saiba que, com indicações específicas, o método é endossado por instituições respeitadas no Brasil.

Segundo uma resolução do Conselho Federal de Medicina, a técnica do PGD é permitida para eleger embriões livres de doenças genéticas ou compatíveis com outro filho do casal já afetado por enfermidade, que precise de transplante de células-tronco. Os critérios de aplicação são específicos, no que se refere à ética médica. “Histórico familiar de doença genética, idade materna avançada (a partir de 38 anos) e abortos de repetição são as principais indicações”, enumera o ginecologista Mário Cavagna, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Também têm recomendação os casais em que o homem apresente problemas na quantidade e na qualidade dos espermatozoides ou que realizaram pelo menos três fertilizações sem sucesso. É importante frisar que o método não pode ser empregado para escolher o sexo da criança nem características físicas, como a cor dos olhos.

No caso de Elisângela, o procedimento foi bem complexo. Os geneticistas levaram oito meses para avaliar o genoma dela, o de Gerson e o de João Pedro, por meio das células-tronco de um dente de leite guardado do garoto, para mapear onde estava, exatamente, a mutação associada à Duchenne. “O objetivo era localizar o erro para saber, posteriormente, onde procurá-lo nos embriões que seriam formados”, esclarece o ginecologista Caio Parente, presidente do Instituto Ideia Fértil, onde a fertilização foi realizada. Uma vez encontrada a alteração, o casal partiu para a fertilização até obter oito embriões – dois anos e meio de tratamento depois.

Então, eles foram analisados e se verificou que cinco eram saudáveis, um apresentava alteração cromossômica e dois carregavam a síndrome de Duchenne. Um dos embriões saudáveis foi transferido para o útero de Elisangela. Dez dias depois, veio a confirmação: os dois seriam pais de Ana Luiza que, livre da doença, terá, felizmente, um futuro mais promissor do que o irmão.

A técnica não é garantia de ter um filho totalmente saudável. Mas, sim, uma boa maneira de minimizar a ocorrência das síndromes mais comuns. Também é importante avisar que há um risco de 1%a 5% de resultados falsos positivos ou falsos negativos na análise embrionária.

Fonte : Revista Crescer

Quais são as posições para o parto ?

Quais são as posições para o parto ?

Quais são as posições para o parto ?

Apesar da posição deitada ser a mais comum no mundo todo, ela ainda é na maioria das vezes a menos indicada, pois pode diminuir a quantidade de oxigênio que o bebê recebe durante as contrações.

Então, quais são as outras posições que podemos usar para parir ?

Parto de Cócoras 

Hoje é uma das mais usadas, a mulher fica na posição vertical apoiada no marido ou em um objeto como uma barra ou cama etc. Pode ser no banco de cócoras, na cama, na banheira ou a posição tradicional. O parto de cócoras é ótimo porque a posição facilita a saída do bebê, abre mais espaço na pelve, é menos ”dolorosa”, e pode ser feita em qualquer maternidade ou em casa.

Parto na água

Pode ser em uma banheira inflável ou uma banheira fixa, a água morna alivia as contrações e relaxa o que ajuda na saída do bebê. A mãe pode ficar de cócoras nela, ou deitada, de quatro, enfim a posição que se sentir melhor. Não tem risco do bebê se afogar como alguns pensam e é super prático.

Parto de Quatro

A mulher fica de quatro na cama, ou no chão (com apoio nos joelhos), pode ser no chuveiro, com apoio até de uma bola. É uma posição que as mulheres usam bastante e é tão boa quanto de cócoras.

Parto de lado

A mulher fica deitada de lado com uma perna apoiada (levantada). É uma boa alternativa também para quem prefere ficar deitada. Essa não é tão comum, mas muitas gostam.

Parto na escadinha

É quando colocamos um campo cirúrgico na escadinha (aquela para subir na cama do hospital) e o acompanhante senta no degrau de cima e a paciente fica apoiada pelo acompanhante. Quando vem a contração, ela coloca o corpo para a frente e empurra o bebê.

Fonte : Guia do Bebê – UOL

Fatores de risco para câncer de mama que a população ainda ignora

Fatores de risco para câncer de mama que a população ainda ignora

Fatores de risco para câncer de mama que a população ainda ignora

Outubro foi marcado pelas ações da campanha Outubro Rosa, de prevenção e controle do câncer de mama. Mas a população ainda desconhece alguns fatores de risco importantes para a doença, como revela uma pesquisa feita com 270 pessoas no metrô de São Paulo.

Álcool, obesidade e genética são alguns dos fatores de risco para a doença que a maioria das pessoas ignora.

Segundo o levantamento, 86% dos participantes não acreditam que o consumo de álcool pode aumentar o risco de câncer de mama.

Segundo uma pesquisa divulgada em julho, o consumo de álcool está diretamente relacionado a sete tipos de câncer, incluindo o de mama.

Para 78% das pessoas que responderam à pesquisa, a obesidade não está relacionada ao surgimento do câncer de mama, mais um exemplo de desconhecimento da população sobre a doença. Segundo uma análise feita em 2002 pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC, em inglês), o câncer de mama é um dos 13 tipos de câncer relacionados ao sobrepeso.

Os paulistanos também têm poucos conhecimentos sobre o papel da genética no câncer de mama. Somente 2% das mulheres e 8% dos homens consideram que filhas, sobrinhas e irmãs de mulheres que tiveram câncer de mama têm mais risco de desenvolver a doença. A percepção vai contra achados científicos que apontam para várias mutações genéticas relacionadas ao câncer de mama.

O levantamento sobre o conhecimento da população sobre o câncer de mama faz parte da campanha Cada Minuto Conta, parceria entre União Latino-americana Contra o Câncer da Mulher (Ulaccam) e a Pfizer, e teve o apoio da ONG Oncoguia.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Segundo estimativa do Inca, o Brasil deve ter 57.960 novos casos de câncer de mama em 2016. O câncer de mama também pode atingir homens, mas apenas 1% dos casos da doença correspondem a eles.

Em 2013, último ano com dados disponíveis, 14.388 pessoas morreram de câncer de mama no Brasil, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico.

Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.

O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão.

Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista. Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia.

 

Fonte : Bem Estar – Globo