Número de partos por cesárea cresce 40%

Número de partos por cesárea cresce 40%

Número de partos por cesárea cresce 40%

A quantidade de partos por cesariana no Brasil aumentou mais de 40% em uma década e meia.

Nesse período, a predominância do parto normal foi desfeita : se no ano 2000 as cesáreas representavam 38% dos nascimentos, os dados recentes mais completos indicavam uma taxa de 57%.

As estatísticas, que fazem parte do Sistema Nacional de Informações sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde, mostram como esse procedimento cirúrgico ganhou espaço mesmo em casos sem indicação médica e se consolidou como líder no país nos últimos seis anos.

As cesáreas foram responsáveis em 2014 pela chegada de 1,7 milhão de bebês – contra 1,2 milhão em 2000.

Dados preliminares do ano passado, obtidos pela Folha de S.Paulo, já mostram ao menos 1,6 milhão de cesarianas.

Apesar de mais baixo que no ano anterior, a quantidade ainda pode crescer assim que todos os dados forem contabilizados.

Fonte : Folha de S.Paulo

Médicos só poderão realizar cesáreas a partir da 39ª semana de gestação

Médicos só poderão realizar cesáreas a partir da 39ª semana de gestação

Médicos só poderão realizar cesáreas a partir da 39ª semana de gestação

Médicos só poderão realizar cesáreas a partir da 39ª semana de gestação.

A medida faz parte de novas regras previstas em uma resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina), divulgada nesta segunda-feira (20), para realização de cesarianas no Brasil.

O documento prevê ainda que, caso a gestante opte por uma cesárea, ela deverá assinar um termo de consentimento livre e esclarecido em que afirma ter sido informada sobre os benefícios e riscos da decisão, “bem como sobre o direito de escolha da via de parto”, informa o CFM.

Segundo a resolução, “é ético o médico atender à vontade da gestante de realizar o parto cesariano, garantida a autonomia do profissional, da paciente e a segurança do binômio materno fetal”.

Para o presidente do conselho, Carlos Vital, as novas regras visam assegurar tanto a segurança do bebê quanto o direito da gestante à cesárea.

A definição do período da 39ª semana de gestação como limite mínimo para realização da cesárea eletiva pelos médicos segue estudo elaborado em 2013 pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas.

Na época, o grupo definiu que esse seria o marco das gestações a termo – ou seja, não prematuras.

Antes, bebês que nasciam a partir da 37ª semana de gestação já eram considerados maduros.

“A data da última menstruação é uma informação insegura. Ao fazer a cesárea a partir da 37ª semana, poderia estar fazendo de maneira muito precoce e com consequências nefastas ao feto. O amadurecimento fetal ocorre de maneira mais intensa nessas últimas semanas”, diz Vital. “São desenvolvimentos delicados, do fígado, pulmão e até mesmo do cérebro.”

Segundo ele, bebês nascidos antes deste período recomendado têm mais chance de apresentar problemas respiratórios, além de dificuldades para manter a temperatura corporal e se alimentar, entre outros danos.

A fiscalização do cumprimento das medidas deve ser incluída entre as ações de monitoramento feitas pelas equipes dos conselhos regionais de medicina, por meio da observação de prontuários nas maternidades, por exemplo. Em caso de descumprimento, os conselhos podem adotar as medidas cabíveis, como advertência até a suspensão do registro profissional.

Em outro ponto, o CFM também estabelece a possibilidade do médico se recusar a atender o pedido da gestante, caso avaliar que a escolha do tipo de parto não é a mais segura diante das condições do bebê.

Questionado, membros do conselho negam que essa medida possa abrir brechas para que gestantes que buscam o parto normal deixem de ser atendidas, crítica frequente entre pacientes.

“O que o CFM quer é que se resguarde a autonomia da mulher brasileira. Ela tem o direito de escolher a que procedimento será submetida. E o médico tem o dever de explicar as consequências”, afirma José Hiran Gallo, coordenador da câmara técnica de ginecologia e obstetrícia do conselho.

Fonte : Folha de S.Paulo

Como dar banho no bebê no inverno ou dias de frio

Como dar banho no bebê no inverno ou dias de frio

Como dar banho no bebê no inverno ou dias de frio

Se você é daquelas mães que morrem de pena de banhar o bebê quando está frio, saiba que o banho dos bebês precisa ser diário, faça chuva ou faça sol.

Inclusive, a cabeça precisa ser lavada todos os dias. 

Para que o bebê não sofra tanto, durante o inverno, dê o banho nos horários mais quentes do dia, perto da hora do almoço.

O ideal é banhar antes de alimentá-lo, caso contrário, o banho deve ser breve.

Mesmo no frio, a temperatura da água não pode estar muito quente, pois resseca a pele do bebê.

Se o dia estiver gelado, uma boa dica para manter o bebê aquecido é colocar uma toalhinha molhada com água morna na barriga durante o banho.

Durante o banho, deixe portas e janelas do banheiro fechadas para não haver corrente de ar.

Se a criança estiver com frio, acelere o banho, enxugue bem e vista a criança o mais rápido possível, começando pela parte de cima para que o tórax fique aquecido.

Seque bem o bebê antes de vesti-lo. 

Fonte : Guia do Bebê – UOL

Alimentação saudável para seu filho desde o primeiro ano de vida

Alimentação saudável para seu filho desde o primeiro ano de vida

Alimentação saudável para seu filho desde o primeiro ano de vida

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS), recomendam o Aleitamento Materno Exclusivo, durante os primeiros seis meses de vida.

Ou seja, a criança deve receber somente o leite materno e nenhum outro líquido ou sólido.

Com exceção apenas para medicamentos.

O leite humano fornece para a criança até os seis meses de vida os nutrientes (vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas, água) de forma suficiente em quantidade e em qualidade e com segurança microbiológica.

Amamentar é um ato de amor que somente traz benefícios para a mãe e para a criança:

Beneficios para mãe : ajuda a perder o peso adquirido durante a gestação, melhora o vínculo afetivo mãe-filho, ajuda na regulação adequada dos hormônios maternos, entre outros benefícios.

Benefícios para a criança : favorece um bom desenvolvimento e crescimento, prevenindo a má nutrição (excesso de peso/obesidade e baixo peso/desnutrição), previne Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), tais como, obesidade, diabetes e hipertensão. Além disso, a criança amamentada é mais segura do ponto de vista emocional e afetivo.

Como deve ser a alimentação da minha criança para favorecer um ótimo crescimento e desenvolvimento ?

Até os seis meses : apenas o Leite materno.

Água : até mesmo nas cidades mais quentes não há recomendação de adicionar água na alimentação da criança até os seis meses de vida. A mãe, por outro lado, precisa manter-se hidratada, através da ingestão de água, sucos de frutas e frutas suculentas. A mãe nunca pode pensar em hidratar-se com refrigerantes e bebidas adocicadas, pois estas além de favorecer o ganho de peso, não cumprem a função de hidratação.

Meu bebê completou seis meses de vida e até agora está em aleitamento materno exclusivo, preciso adicionar algum alimento ?

Sim. Neste momento a necessidade de adicionar outro alimento existe. Pois o Leite Humano sozinho não será suficiente nesta idade, para suprir todas as necessidades nutricionais da criança e para manter o crescimento adequado. Além disso, há a necessidade de uma alimentação diferente da consistência líquida, para que haja o aprendizado da mastigação, deglutição, e desenvolvimento adequado da arcada dentária e, ainda, desenvolver um bom comportamento alimentar.

O comportamento alimentar é desenvolvido em grande parte no primeiro ano de vida.

O que isso significa ?

Se eu forneço para o meu bebê, refrigerantes, doces, chocolate, salgadinhos e frituras, eu estou ensinando ao meu filho a preferir estes alimentos na idade posterior. Esse conhecimento adquirido vai influenciar na determinação da saúde atual e na idade adulta.

Dessa forma, nós pais somos responsáveis também pelo aumento no desenvolvimento de DCNTs em nossa família e, portanto, em nosso país.

Alimentos saudáveis devem ser inseridos no hábito alimentar da família para estimular a criança a comê-los.

Bem, mas eu sou pai, mãe, cuidador do bebê e quero o melhor para ele e decidi influenciar de forma positiva as co

Qual o alimento que eu posso incluir na alimentação do meu filho que completou seis meses ?

1. Mantenha o aleitamento materno sobre livre demanda. Nesta idade a criança já definiu a frequência e a duração das mamadas, de acordo com suas necessidades fisiológicas.

Como eu saberei se esta etapa foi estabelecida de forma adequada ?

Pelo crescimento e ganho de peso adequados da criança. Na consulta, o pediatra e/ou nutricionista avaliará no gráfico de crescimento se o seu bebê está crescendo de acordo com o potencial dele(a). A curva deverá ser crescente, ascendente, nunca estacionada ou descendente.

2. Adicione a primeira papa de fruta no horário do lanche da manhã, normalmente entre 9:00 e 9:30 da manhã.

A primeira papa de fruta deve ser composta de fruta madura, amassada. Uma fruta deve ser oferecida por vez. Nada de encher a criança de comida, tem que dar na dose adequada.

Esta fruta deve ser oferecida durante 3 dias, observando se há sinais de intolerância ou alergia (coceira, inchaço, vermelhidão, sintomas respiratórios, gastrointestinais). A cada três dias, mudar o tipo de fruta.

Qual fruta eu devo oferecer ?

Qualquer fruta, desde que bem higienizada. Dê preferência as frutas da época que são mais nutritivas..

Observação : A criança tende a empurrar com a ponta da língua a fruta amassada, por conta de um reflexo normal que ainda está presente nesta fase – a protrusão. Não quer dizer que ela não gosta e está rejeitando aquele alimento.

A criança não conhece o doce, salgado, o azedo, pois o leite materno tem um sabor exclusivo que não encontramos em nenhum outro alimento. Nesta etapa é importante não tomar decisões pela criança. Se a mesma empurra com a língua, faz caretas, não quer dizer que não gosta. É apenas uma adaptação à novidade, um sabor novo por vez.

3. Primeira papinha “salgada” para a criança.

Recebe este nome não por conter sal em excesso, mas por diferenciar-se da papa de frutas que tem sabor predominantemente doce.

Recomendações importantes :

– Lavar bem os alimentos.

– Cozinhar bem os alimentos. No caso de legumes e verduras, preferir o cozimento no vapor.

– Nunca coar, peneirar ou liquidificar.

Qual a quantidade de alimentos que devo oferecer em cada refeição ?

A partir de 6 meses : iniciar com 2 a 3 colheres de sopa e aumentar conforme a aceitação.

A partir dos 7 meses : 2/3 de uma xícara

De 9 a 11 meses : 3/4 de uma xícara

12 a 24 meses : 1 (uma) xícara ou 250 ml.

Observação : Respeitar os sinais de fome e saciedade da criança. Crianças amamentadas desenvolvem um controle eficaz da saciedade. Não adotar esquemas rígidos.

Fonte : Guia do Bebê – UOL