Inseminação artificial pode funcionar até sexta tentativa, mostra estudo

Inseminação artificial pode funcionar até sexta tentativa, mostra estudo

Inseminação artificial pode funcionar até sexta tentativa, mostra estudo

Quando estão tentando virar pais, a maior parte dos casais com problemas de infertilidade se depara com uma questão difícil: quando parar de tentar ?

Após três ou quatro tentativas fracassadas, a maior parte dos médicos dizem que as chances de voltar para casa com uma criança são bastante pequenas.

Mas um estudo publicado na revista científica “Journal of the American Medical Association”, mostrou que quase dois terços das mulheres conseguem ter filhos mesmo até a sexta tentativa, especialmente se elas têm menos de 40 anos de idade.

O trabalho acompanhou 156 mil mulheres no Reino Unido, que tentaram engravidar por meio de fertilização in vitro ao menos uma vez, entre 2003 e 2010. Cerca de 46 mil conseguiram na primeira tentativa –por volta de 30%, portanto.

O número de mulheres que voltou para novos ciclos foi ficando cada vez menor.

Das 63 mil que fracassaram na primeira vez e resolveram tentar novamente, 25% conseguiram bons resultados (cerca de 16 mil mulheres).

O que surpreendeu os cientistas é que essa taxa de sucesso, embora vá caindo, demora a zerar. Na terceira tentativa, 23% das 24 mil mulheres engravidaram. Na quarta, 21% de oito mil.

Das 83 persistentes mulheres que foram até a nona tentativa, suportando fracasso atrás de fracasso, 13 conseguiram engravidar (16%).

A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva fez uma análise da pesquisa. “A mensagem para se levar para casa é que ainda há esperança mesmo que você não tenha engravidado após três ou quatro ciclos”, diz o presidente da entidade, Owen Davis, que não participou do estudo agora publicado.

Mark Sauner, médico da Universidade Columbia, elogiou o trabalho científico “robusto”. Ele lembra que nunca havia sido feita uma pesquisa em escala tão grande e afirma que os novos dados permitirão aos pacientes tomar decisões mais bem informadas.

É preciso levar em conta, porém, que embora alguns casais possam considerar os resultados empolgantes, muitos outros sofrem com os altos custos tanto financeiros -é comum que os gastos cheguem a várias dezenas de milhares de reais– quanto emocionais de repetidos tratamentos.

Uma outra questão importante é que a idade faz muita diferença. Enquanto 21% das mulheres com menos de 40 anos conseguiram engravidar na quarta tentativa, apenas 1% das que tinham mais de 42 anos tiveram a mesma sorte, por exemplo.

Ou seja, a maior parte das mulheres que engravidaram após muitas tentativas provavelmente começou cedo. A idade de 42 anos parece ser um ponto de transição importante: daí em diante, fica muito difícil.

Owen Davis afirma que o novo estudo pode ter esse efeito colateral: alguns pacientes podem “se sentir culpados por estarem jogando a toalha”, ele afirma. “A meu ver, são os casais quem tem de decidir qual a hora de parar.”

Barbara Collura, diretora da Associação Nacional de Infertilidade dos Estados Unidos, lembra ainda que casais inférteis tendem a enfrentar certo constrangimento quanto a assunto, especialmente quando questionados por amigos e família.

É o caso de Taylor Smith, 28, uma professora de pré-escola de Fort Smith, em Arkansas, no interior dos Estados Unidos. “Não é só uma questão de dinheiro”, ela diz. “É o lado emocional. E não se trata apenas de mim. Minha mãe fica mais ansiosa do que eu.”

Ela está fazendo uma segunda tentativa de engravidar, mas não sabe se deseja ir adiante se não conseguir novamente, mesmo com seu plano de saúde pagando 80% dos custos de até quatro ciclos.

 

Fonte : The New York Times

Como amenizar o inchaço na gravidez durante o verão

Como amenizar o inchaço na gravidez durante o verão

Como amenizar o inchaço na gravidez durante o verão

O desconforto começa com uma sensação de peso e cansaço nas pernas. Depois, até o mais confortável par de sapatos começa a apertar – e, muitas vezes, simplesmente não serve mais ! 

O inchaço durante a gravidez é um sintoma muito comum.

A gestação promove inúmeras mudanças para que o organismo da mãe suporte o desenvolvimento do bebê, dentre elas o aumento dos hormônios e do volume de sangue que circula do corpo.

Além disso, o crescimento do útero comprime os vasos na região pélvica, dificultando o retorno do sangue dos membros inferiores para o coração. A pressão venosa nas pernas aumenta e, consequentemente, surge o edema.

O desconforto ainda é maior nos dias mais quentes, pois o calor dilata os vasos sanguíneos, intensificando o problema.

No verão, o incômodo é ainda maior. Beber bastante líquido e evitar ficar muito tempo em pé, principalmente de salto muito alto, ajudam a diminuir o inchaço.

Confira outras estratégias que atenuam a retenção de líquidos :

  • Evite ficar muito tempo em pé ou sentada. Se você trabalha sentada, levante a cada 1 hora (pelo menos) para ir ao banheiro, buscar água ou mesmo dar uma volta.
  • Maneire no sal. Fique de olho nos rótulos dos produtos industrializados e evite usar temperos prontos e tomar refrigerantes diet, que têm alto teor de sódio.
  • Procure tomar pelo menos 2 litros de líquidos por dia. Inclua na lista água de coco e frutas, como melancia e melão, que são diuréticas e reduzem a retenção de líquidos.
  • Pratique exercícios físicos regularmente – sempre com o aval do obstetra.
  • Na hora de dormir, eleve as pernas colocando um travesseiro sob os pés.
  • Se possível, faça drenagem linfática duas ou três vezes por semana.

Fonte : UOL

 

Medo da microcefalia leva mulheres a congelar óvulos e adiar gravidez

Medo da microcefalia leva mulheres a congelar óvulos e adiar gravidez

Medo da microcefalia leva mulheres a congelar óvulos e adiar gravidez

Na procura por alternativas contra os riscos de microcefalia decorrente do zika vírus, aumentou o número de mulheres que estão recorrendo ao congelamento de óvulos ou embriões para adiar o sonho de ser mãe.

São as futuras mamães que já faziam tratamento para engravidar, mas com o surto da malformação congênita, acabaram por adiar a gravidez.

Com 40% de chances de engravidar, parar o relógio biológico no tempo tornou-se uma opção.

Esse ritual de congelamento de óvulos tem chamado a atenção de especialistas pelo aumento intenso da procura nos últimos meses. “Nesse momento de indefinição, o ideal é que as mulheres aguardem. E congelar óvulos é a maneira mais segura para aquelas que pensam em postergar a maternidade”, explica o médico Paulo Gallo, diretor do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or.

Segundo o médico, a alternativa se torna ainda mais viável para mulheres acima dos 30 anos, que não podem se dar ao luxo de esperar tanto para engravidar. Isso porque o óvulo se mantem com a mesma idade e percentual de fertilidade do momento em que é congelado.

Esse é o caso de Patrícia Lacerda Gentil, a profissional de marketing de 36 anos, que congelou seus óvulos em setembro, até ter a certeza de estabilidade familiar. Hoje, com o fantasma da microcefalia assombrando o país, Patrícia sente ainda mais certeza da escolha.

“Sabendo desse surto, fico feliz por minha decisão. Tenho a segurança de que posso engravidar quando achar melhor. Hoje, mesmo se tivesse a estabilidade familiar que procuro, não teria o filho. Manteria o óvulo congelado, até ter a segurança e a certeza de que ele não seria prejudicado pela doença”, diz, aliviada.

Fonte : Jornal O Dia

Aplicativos de celulares ajudam mulheres a mapear ciclo menstrual

Aplicativos de celulares ajudam mulheres a mapear ciclo menstrual

Aplicativos de celulares ajudam mulheres a mapear ciclo menstrual

Novos aplicativos prometem permitir às mulheres mapear seu ciclo menstrual de forma mais precisa do que as antigas tabelinhas, usando dados como a temperatura diária do corpo da mulher quando ela acorda, a consistência do muco cervical e até a altura do colo do útero e se ele está aberto ou fechado.

As usuárias procuram entender seu ciclo, engravidar ou evitar a gravidez – neste caso, com risco, pois, embora ainda não existam dados, a taxa de falha é provavelmente mais alta do que a de outros métodos anticoncepcionais.

A artesã Mislene Garcia, 27, usa o Ladytimer, um aplicativo que promete indicar o período fértil da mulher. “Vi postagens sobre o assunto em um grupo de mulheres que querem engravidar e procurei por um aplicativo que calculasse os dias férteis por mim.”

Deu certo. Dois meses após parar de tomar anticoncepcional e começar a utilizar o aplicativo, Mislene engravidou. “Foi o nosso presente de ano novo, estava fértil nos últimos dias de 2014”, conta. Hoje, Maria Isabella, sua bebê, tem dois meses.

Especialistas dizem que há uma tendência no uso dos aplicativos. “Principalmente na geração mais nova. Quase todas as minhas pacientes têm um no celular”, diz a ginecologista Fernanda Pepicelli, que trabalha em São Paulo.

Já para as mulheres que não desejam engravidar, ou que preferem deixar isso para o futuro, o uso dos aplicativos deve ser idealmente combinado com outros métodos contraceptivos. Os métodos naturais de contracepção não possuem efeitos colaterais, mas não têm uma margem de segurança tão alta. O método sintotérmico [baseado em sintomas e temperatura], sozinho, implica na abstinência de coito quatro dias antes do período fértil e três dias depois -justamente na fase em que a mulher tem um aumento da libido.

Além disso, a necessidade de se “examinar” todos os dias exige dedicação -e eventuais esquecimentos ou falhas podem causar problemas. Não é simples: a medição da temperatura, por exemplo, tem de ser feita com precisão de duas casas decimais, sempre no mesmo horário.

Os noivos Adelia Maria Narciso, 24, estudante de farmácia, e Marcelo Paiva, 26, técnico em eletrotécnica, não desejam ter filhos agora.

“Eu tomava anticoncepcional desde os 14 anos e queria parar, pois tive alguns efeitos colaterais. Foi aí que comecei a estudar outros métodos e aprendi o sintotérmico, que uso junto com a camisinha”, diz Adelia.

Adelia usa o aplicativo Kindara, que constrói, diariamente, um gráfico com previsões de ovulação, período fértil e menstruação a partir dos dados dos quatro sintomas. “Aprendi muito sobre meu ciclo. Isso me trouxe respostas que eu não tinha quando tomava remédio”, diz Adélia.

Já a bióloga Viviane Filgueiras, 27, usa o Meu Calendário, outro aplicativo popular, principalmente para organizar a sua rotina.

“Fica mais prático. Se tive cólica ou dor de cabeça, anoto no aplicativo. No consultório, os ginecologistas sempre querem saber a data da última menstruação e como é o ciclo. Com o aplicativo, tenho as respostas na mão”, diz.

Muitas mulheres não sabem, a duração do ciclo varia de pessoa para pessoa. “Alguns têm 30 dias, outros, 32… Quando a paciente tem tudo anotado, é mais fácil verificar a regularidade do ciclo dela”, afirma Fernanda.

Após esse tempo com o aplicativo, Viviane diz já reconhecer, pelos sintomas, as fases de seu ciclo. “É interessante perceber o corpo. Quando tenho uma mudança no humor, já olho o aplicativo para conferir se é TPM! Sempre confirma. Em período fértil, as mulheres ficam mais receptivas ao sexo, por exemplo.”

Fonte : Folha de S.Paulo